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reação dos presidiários

 PASTORAL DA IGREJA PODERÁ IR AO MP DEFENDER DIREITO DOS PRESOS ESTUDAR

A Universidade Federal de Alagoas-Ufal,pode,a partir de agora, acrescentar um novo capítulo a sua historia: acostumados a assistir "aulas rapidinho" sem ser alunos só para se esconderem da polícia depois de fugirem do presídio localizado no campus da universidade em Arapiraca, presidiários articulam, desde a tarde de ontem,8/3, a presença de membros da pastoral carcerárias da igreja católica na reunião no Ministério Público desta quinta-feira,11/3, quando será debatido, entre estudantes,professores e promotores públicos, qual das duas unidades devem permanecer no campus; se a Ufal ou o presídio.

Como em Alagoas acontece de tudo,segundo sua prÓpria história, o inusitado de tudo isso é o fato de entre os presidiários, conforme membros da pastoral, haver um consciencia de que como o presidio fica no campus, o ambiente universitário ser in tegrado à penitenciária.Os proprios detentos são tratadoas como "presos universitários". E esse hábito está se transformando num "direito" a cursar o nível superior sem ter que fazer vestibular.

ESPAÇO ESPECIAL

O problema se incorporou de tal forma que há funcionários da Ufa,l em Maceió, sugerindo que seja feita uma triagem entre os alunos de Arapiraca para se comprovar que entre eles não há casos "consolidados" de alunos presidiários que fugiram do presidio e estão fazendo algum curso desde o ano passado, contando naturalmente  com a omissão ou conivência de algum professor desavisado.

Como entre os membros da pastoral há uma crença antiga de que "o hábito faz o monge", alguns deles não veem como uma tese totalmente descartada a possibilidade de os pesidiários mais afoitos serem, sim, aproveitado da liberdade de ir-e-vir no campus de Arapiraca para a ocupação de um espaço especial naquele ambiente.

MEDIDA EXEMPLAR

Há menos de 3 meses a justiç de Alagoas tomou uma medidas drástica em relação a um presidiário condenado, julgado por ter cometido roubo.

Ele passou no vestibular,mas sua matrícula não foi aceita pela Ufal por decisão da justiça.

Ao decidir, levou-se em conta um forte argumento: o de que, se aceita a matrícula dele,estava aberto o caminho para outros presidiários se preparem, vencerem no vestibular e daqui a pouco a Ufal estaria lotada de presidiários.

Os parentes do presidiário,através de um advogado, ainda argumentaram que como a educação é um direito de todos, conforme a constituição federal, ninguém poderia bloquear o acesso dele à universidade. Mas como em Alagoass é diferente, ninguém deu ouvidos.

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